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el sabroso oficio / del dulce mirar Góngora – ¡Qué difícil es entender la belleza! Günter Eich

jueves, 26 de abril de 2018

Eduardo Gageiro - Retirada del retrato de Salazar (26-4-1974)




António de Oliveira Salazar’s portrait coming down, Carnation Revolution (Lisbon, Portugal, 26th April 1974) 

© Eduardo Gageiro 



(while at sea)



miércoles, 25 de abril de 2018

José Afonso - Um homem novo veio da mata




UM HOMEM NOVO VEIO DA MATA

Um homem novo
Veio da mata
De armas na mão
Não é soldado
De profissão
É guerrilheiro
Na sua aldeia
A mãe o diz
Duma fazenda
Faz um país

Colonialismo
Não passará
Imperialismo
Não passará
Veio da mata
Um homem novo
Do M. P. L. A.

Namíbia quente
Vai despertando
Da areia ao mar
Agora ou nunca
Não há que errar
Foi em Fevereiro
Na dia quatro
Sessenta e um
Angola existe
Povo há só um

Colonialismo
Não passará...

A cor da pele
Não é motivo
Pra distinguir
Angola nova
Só há que unir
Se novos donos
Querem pôr tronos
No teu país
Dum guerreiro
Faz um juiz

Colonialismo
Não passará...

Olha o caminho
Da Polissário
De Zimbabwé
África toda
Levanta-te
Se novos donos
Querem pôr tronos
Sobre o teu chão
Por cada morto
Nasce um irmão

Colonialismo
Não passará...


Álbum: Enquanto há força (1978)

"letra e musica de José Afonso
arranjo e direcção musical de José Afonso/Fausto
participam: Guilherme Inês, Carlos Zíngaro, Pedro Caldeira Cabral, Rão Kyao, Luís Duarte, Adriano Correia de Oliveira e Sérgio Godinho.

[...provocado pelo 25 de Novembro, este álbum mistura a esperança com o humor, a denuncia com o fervor revolucionário e transforma todos estes "ingredientes" numa obra plena, daquelas que só a genialidade pode conceber...] Viriato Teles (in "As voltas de um andarilho")"





Lourdes Castro - 'Sombra dum cravo encarnado' (1975)




Lourdes Castro (Funchal, 1930) - Sombra dum cravo encarnado (1975)


Centro de Arte Manuel de Brito, CAMB, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal (*)